Sabe aquela coisa que a gente não consegue explicar?
Pois é... é isso mesmo...
(Manuscrito em 26.07.2008 - 04h10min)
Breves, médias, longas, loucas notas sobre fatos, pessoas e acontecimentos da vida real desta, que pode até não ser poeta, mas que vê poesia onde quer que pousem seus olhos castanhos, pincelados de azul.
sábado, 26 de julho de 2008
sexta-feira, 25 de julho de 2008
CONFISSÃO
Confesso que fiquei mexida. Não sei até quanto. Não sei até quando. Não sei até porque. Não sei.
Mas confesso que fui tocada.E confesso que agora ando sobre ovos trincados, que podem quebrar a qualquer passo em falso.
E confesso, tristemente, que não sei o que fazer.E que detesto não saber.
Não saber gera inércia; paralisa demais, pode, inclusive, sem aviso prévio, fazer voltar atrás.
E eu não quero voltar atrás.E eu não quero não saber.
Confesso que gostei do toque. Não foi tão profundo. Não foi tão invasivo. Não foi tão forte, nem sequer irresistível. Talvez aí o segredo: não pretendeu ser. Ou pareceu não pretender.
E eu não sei o que fazer...
(Manuscrito em 25.07.2008 - 20h25min - *Depois do feito, do dito, do não-dito, do bem-dito e da constatação...)
PESADELO
Quando minha filha nasceu, montei um quarto pra ela. A coisa mais fofa do mundo. Tudo branco e cor de rosa. Mas ela nasceu aos 7 meses, era muito pequenininha, e eu tinha medo um medo louco que ela morresse, então a coloquei na minha cama.
Com o tempo, o bebê cresceu, o quartinho do bebê virou quarto de brinquedos, que virou quarto de esculhambação, que virou CAOS.
Seis anos se passaram. Outro quarto minha pequena ganhou. Agora já menininha, dispôs-se a dormir nele, bela e faceira.
Quatro noites e tudo ia bem, exceto pela minha saudade (muito bem disfarçada diante de minha filha), e os quilômetros que eu completava todas as noites, somando as idas e vindas entre o meu quarto e o dela, pra verificar se estava bem coberta, se não dormia muito na beirada da cama, arriscando cair, se não tossia, se respirava...
Na quinta noite, ela me chamou: "Mãe, quero dormir contigo; eu tive um pesadelo", disse, chorosa. Contou que a parede tinha grandes olhos vermelhos e braços horríveis, que tentavam agarrá-la. Fiquei tão assustada que a levei de volta para minha cama.
E passo noites inteiras virada para a parede, morta de medo que ela me mostre seus olhos vermelhos. Ainda bem que minha filha está aqui...
(Manuscrito em 25.07.2008 - 17h30min)
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