Confesso que fiquei mexida. Não sei até quanto. Não sei até quando. Não sei até porque. Não sei.
Mas confesso que fui tocada.E confesso que agora ando sobre ovos trincados, que podem quebrar a qualquer passo em falso.
E confesso, tristemente, que não sei o que fazer.E que detesto não saber.
Não saber gera inércia; paralisa demais, pode, inclusive, sem aviso prévio, fazer voltar atrás.
E eu não quero voltar atrás.E eu não quero não saber.
Confesso que gostei do toque. Não foi tão profundo. Não foi tão invasivo. Não foi tão forte, nem sequer irresistível. Talvez aí o segredo: não pretendeu ser. Ou pareceu não pretender.
E eu não sei o que fazer...
(Manuscrito em 25.07.2008 - 20h25min - *Depois do feito, do dito, do não-dito, do bem-dito e da constatação...)