Sim. Os olhos andaram nublados, quase cegos, à poesia simples dos gestos comuns.
Talvez um dia eu entenda esse longo hiato. Talvez não.
Mas veja, mesmo os hiatos têm versos e, se não tiverem, talvez se possa ouvir, neles, um acorde, por mais baixo que esteja o volume do ouvido da gente. E se nem isso, talvez um perfume de jasmim, um toque de flor, uma brisa de lavanda. Não? Haverá, então, uma cor específica, no hiato em questão; se não uma, várias, se entrelaçando ou explodindo, fogos de artifício, no meio do nada.
Um ano depois da última postagem neste blog, descubro que este hiato em especial teve jardins e perfumes e magias, que não puderam ser contadas, porque algumas visões poéticas não querem ser compartilhadas.
Mas hoje elas voltam às letras. Aqui. Daqui em diante. Té o próximo hiato...